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23 DE JANEIRO – Dia Internacional da Medicina Integrativa


Atualmente dentro do campo da ciência denominado Medicina Tradicional (MT), existe uma área chamada Medicina Complementar/Alternativa (MCA). Se trata de um espaço que disponibiliza Cuidados Terapêuticos que englobam diferentes ramos de conhecimento, incorporando ao sistema formal de saúde as Terapias Alternativas que já apresentaram resultados satisfatórios e comprovados.

O Terapeuta Integrativo cuida do cliente como um Todo, como um Ser Holístico, pois compreende que o Ser Humano não está limitado ao corpo físico – são considerados todos os níveis: espiritual, mental, emocional e físico. Este profissional se baseia em evidências, sintomas, e faz uso de abordagens terapêuticas adequadas a cada cliente, investigando a origem dos desequilíbrios para obter de fato uma cura (se ela já for possível aquele indivíduo). Se busca excelência em saúde e bem-estar, bem como, há um foco na prevenção de doenças, para que a pessoa nem chegue a adoecer. A ideia é viver ao longo de toda a vida com saúde emocional, mental e espiritual - saúde que como consequência será devidamente refletida no corpo físico.

O corpo físico é importante e fundamental instrumento que nos move e nos serve ininterruptamente enquanto em vida. Além de toda sua perfeita estrutura de funcionamento ele vem equipado com duas bússolas muito preciosas, a nossa mente e o nosso coração. Na cultura ocidental o espírito humano é costumeiramente divido entre mente e coração, enquanto na cultura oriental não há essa distinção, coração e mente se fundem e são compreendidos como uma unidade. E pode ser assim: uma unidade; só depende de nós a sabedoria em alinhar nossos pensamentos e as nossas emoções. O equilíbrio é possível e salutar.

Na Medicina Complementar/Alternativa existe uma parceria entre os profissionais de saúde. Uma coisa não exclui a outra. Em determinados momentos o paciente realmente precisa de um Médico Tradicional, mas, a partir de certo ponto o Terapeuta Integrativo tem muito a contribuir sobre o funcionamento da Energia Vital nos corpos sutis e físico, e dispõe do conhecimento e das ferramentas para que sua intervenção conduza a um Equilíbrio Integral.

O Terapeuta Integrativo serve como espelho e guia para o processo de autoconhecimento do cliente. Na cura holística o “paciente” sai da condição de paciente e se torna protagonista de sua própria história de reequilíbrio. Pessoalmente não gosto da palavra PACIENTE, que remete a alguém doente e vítima de si mesmo, de algo ou de alguém. O ideal é que o CLIENTE seja efetivamente atuante no próprio tratamento, realizando os procedimentos propostos pelo profissional de saúde, fortalecendo e ampliando a atenção com a saúde a longo prazo, o que inclui modificações de inúmeros maus hábitos e adequado realinhamento mental, emocional e espiritual.


No modelo de Medicina Tradicional Ocidental existe um foco nos sintomas para alívio imediato do que porventura esteja causando a dor, trauma ou doença. Com o objetivo de tratar o paciente, o modelo médico tradicional foca os aspectos biológicos do corpo, o que, com certeza, precisa ser ponderado em diversos casos. A Medicina Convencional salva inúmeras vidas diariamente e também precisa ser honrada pela qualidade e eficiência do trabalho prestado à sociedade.

PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES (PICS)


No ano de 2006 foi aprovada no Brasil, por meio da Portaria n° 971 GM/MS de 03 de Maio de 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que trouxe as diretrizes norteadoras para os campos que contemplam os Recursos Terapêuticos denominados pela Organização Mundial da Saúde como Complementares/Alternativos.

A OMS vem estimulando o uso da Medicina Tradicional de forma conjunta e integrada à Medicina Complementar/Alternativa. No Brasil, o Ministério da Saúde entende que as Práticas Integrativas e Complementares compreendem o universo de abordagens denominado pela OMS de Medicina Tradicional e Complementar/Alternativa - MT/MCA.


De acordo com o Ministério da Saúde:


As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão. Em alguns casos, também podem ser usadas como tratamentos paliativos em algumas doenças crônicas”.

Evidências científicas têm mostrado os benefícios do tratamento integrado entre medicina convencional e práticas integrativas e complementares. Além disso, há crescente número de profissionais capacitados e habilitados e maior valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte dessas práticas”.

As Práticas Integrativas e Complementares não substituem o tratamento tradicional. Elas são um adicional, um complemento no tratamento e indicadas por profissionais específicos conforme as necessidades de cada caso”.

A TERAPIA REIKI COMO MEDICINA COMPLEMENTAR/ALTERNATIVA (MCA)


O Reiki foi incluído pelo Ministério da Saúde como PNPIC, através da Portaria n° 849, de 27 de março de 2017.

O Reiki canaliza a energia cósmica universal e nos realinha às frequências de luz, abrindo um canal direto a essa realidade. É uma técnica de cura natural através das mãos, pelo olhar e pelo sopro. Fortalece o sistema imunológico, bem como os corpos energéticos, desfazendo os nós e bloqueios que nele existem. Gera bem-estar, equilíbrio e aumento de autoconsciência e consciência do todo que nos rodeia.


A técnica promove cuidado integral, auxiliando na manutenção da saúde e bem-estar em geral. Previne doenças e desequilíbrios, propiciando um profundo relaxamento e redução do estresse. Através da energia Reiki se torna possível reprogramar eventos passados e futuros. Além das pessoas o Reiki também permite tratar, cuidar, proteger e curar ambientes, animais e plantas.

O tratamento com a Energia Reiki estimula os mecanismos naturais do corpo, prevenindo o surgimento de novas doenças, cuidando dos agravos e da recuperação da saúde, levando em conta que somos seres integrais (espírito – mente – emoções – corpo).

EVOLUÇÃO DA IMPLEMENTAÇÃO DAS PICS NO BRASIL


No início foram regulamentadas para implementação no SUS apenas quatro áreas em Medicina Complementar/Alternativa (MCA) - Portaria 971, de 03 de Maio de 2006. Em 2017, foram incorporadas mais quatorze práticas terapêuticas (Portaria nº 849, de 27 de Março de 2017), e no ano de 2018 mais onze novas práticas de MCA ingressaram na PNPIC por meio da Portaria n° 702, de 21 de Março de 2018. Totalizando, até este momento, vinte e nove Recursos Terapêuticos disponíveis à população.


Segundo o Ministério da Saúde:


O Brasil é referência mundial na área de Práticas Integrativas e Complementares na atenção básica”.


Abaixo segue a relação das PICS vigentes:

  • Apiterapia

  • Aromaterapia

  • Arteterapia

  • Ayurveda

  • Biodança

  • Bioenergética

  • Constelação Familiar

  • Cromoterapia

  • Dança Circular

  • Geoterapia

  • Hipnoterapia

  • Homeopatia

  • Imposição de Mãos

  • Medicina Antroposófica/Antroposofia Aplicada à Saúde

  • Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura

  • Meditação

  • Musicoterapia

  • Naturopatia

  • Osteopatia

  • Ozonioterapia

  • Plantas Medicinais e Fitoterapia

  • Quiropraxia

  • Reflexoterapia

  • Reiki

  • Shantala

  • Terapia Comunitária Integrativa (TCI)

  • Terapia de Florais

  • Termalismo Social/Crenoterapia

  • Yoga


Texto por Sensei Aline Keny em 23.01.2022

 

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