Buscar

Quando nossa mente está infeliz...

Uma das coisas bonitas sobre o Buddhadharma é a sua verdade essencial. Assim que o ouvimos, pensamos: “Ah sim é verdade!” Nós reconhecemos a verdade de questões como a impermanência, a natureza insatisfatória da existência de forma geral e o fato de que nosso apego ao ego dá origem aos nossos problemas. O fato é que essas qualidades negativas da nossa mente, como a delusão (ilusão/engano), a ganância e o apego, a agressividade e a raiva, o orgulho, o ciúme e a inveja, afligem a mente e criam uma grande dor. Isso não é uma crença. Não é uma questão de fé. É apenas uma questão de olhar para a situação e pensar: “Sim, é isso mesmo!” Quando nossa mente está infeliz, se de fato olhamos para ela, vemos que o problema são sempre essas emoções muito venenosas. Nossa depressão é causada principalmente pela agressão interior. Mesmo que a agressão esteja voltada para nós mesmos, como muitas vezes está, ela costuma se basear nessa raiz de ódio.

---------------------------------------------

O Buddhadharma é prática do darma, dos ensinamentos transmitidos pelo Senhor Buda (a lei universal).

O Buda disse que praticar o Darma é ser como um peixe que nada rio acima. Pois bem, nadar contra a corrente é uma viagem muito solitária. Você pode se perguntar: vale a pena o tempo e o esforço para nadar contra a corrente, quando todo mundo está indo rio abaixo, a favor da corrente? Porém, são os que nadam contra a corrente que chegam à nascente. Portanto, se quisermos transformar esta vida em algo significativo, o lugar para começar é exatamente onde estamos. E a única hora para começar é agora, já, neste instante. É o único momento que temos. O futuro é apenas uma ideia. O passado se foi. E o momento está fluindo — assim.

A coisa mais valiosa que temos em nossa vida é a nossa mente. E podemos cultivá-la. Podemos aprender a usar a nossa mente com habilidade. Neste momento, essa joia muito preciosa chamada mente está coberta com uma grossa camada da lama das oito preocupações mundanas e precisamos limpá-la, para que a joia possa cintilar outra vez. Se estamos conscientes não podemos dizer “Não tenho tempo”, pois cada respiração é uma expressão de nossa prática.

Fonte: No Coração da Vida – Sabedoria e compaixão para o cotidiano. Jetsunma Tenzin Palmo.